terça-feira, 9 de julho de 2013

Para não deixar dúvidas...


A dor no parto normal

Quando pensamos na dor, tendemos a achar que algo de ruim está acontecendo. A dor nos avisa, é o sinal do corpo para que algo seja feito. Os nascimentos, assim como as grandes transformações psíquicas humanas, estão ligados a “dores”. Assim, as atribulações e dores do nosso tempo são expressas nos momentos que antecedem o nascimento.
Todo parto remete ao próprio nascimento. Ao dar à luz, a mãe “revive” o trauma de sua própria chegada ao mundo. Esta dor traduz “dores” que trazemos ocultas dentro de nós e, a cada contração, revela sofrimentos embutidos da própria pessoa e que podem ser transformadas. (Thérèse Bertherat, Quando o Corpo Consente).
A cada contração, o colo do útero se dilata mais um pouco e há a distensão de diversas estruturas no canal de parto. A contração em si não é dolorosa, são os encurtamentos musculares que podem ser dolorosos. A dor inicialmente pode ser como uma espécie de cólica, ou uma pressão sobre o abdômen e nos quadris ou sobre a parte inferior das costas e na raiz das coxas ou ainda uma combinação destas várias dores. As dores podem ir se intensificando com o avanço do trabalho de parto. Durante o trabalho de parto, produzimos a endorfina, hormônio sedativo da dor.
A dor varia enormemente entre as mulheres: para algumas, é insuportável e outras juram não sentir nada. A expectativa da mulher, o medo de perder o controle sobre seu próprio corpo e acreditar que a dor será insuportável, e precisará de anestesia, podem contribuir para o aumento de dor. As contrações são dolorosas e desafiadoras. É quase sempre o medo e a angústia que provocam a dor e assim forma-se o ciclo tensão-medo-dor.
Para administrar a dor, é necessário manter um ambiente calmo, quieto, com pouca luz, diminuindo a função do neocórtex, responsável pelos pensamentos e raciocínio lógico, e deixar as estruturas cerebrais primitivas entrarem em ação para liberar os hormônios necessários (Michel Odent). A mulher deve sentir-se segura e acompanhada somente por quem ela desejar. Mudar de posição ajuda a descobrir aquela que mais alivia a dor, além de ajudar no trabalho de parto. A respiração ajuda a concentrar e não pensar na dor.
A dor ajuda a sentir o que está acontecendo, a contração é sinal de progresso de que o fim do processo está mais próximo. Preparar-se emocionalmente e mentalmente ajuda a diminuir a dor: “Ah essa contração foi muito boa!  Ajudou o bebê a avançar”.
(texto escrito por Sandra Sisla – Fisioterapeuta e Educadora Perinatal)

A intensidade da dor é relativa e depende de mulher p mulher. não tem como se "medir" a dor de parto e nem dor alguma. tem pessoas que suportam melhor ... Eu já atendi meninas que na fase latente choravam de dor e outras que estavam na fase de transição com dor , mas aguentando firmes, e tb já vi gestantes chegando no hospital no período expulsivo sem dor alguma, sem saber que estava em TP avançado! 

O que eu tenho percebido nos meus atendimentos, é que quanto mais preparada a gestante está fisica e psicológicamente, ela consegue lidar melhor com a dor e o processo. Infelizmente, algumas vezes as gestantes chegam na maternidade que eu sou voluntária, apavoradas e recebendo o parto normal como um castigo  dos médicos ou dizendo " se eu tivesse dinheiro teria pago uma cesárea!"  Aí é realmente complicado, elas sofrem muito e na maioria das vezes, quando elas realmente não ouvem quando dizemos que o parto  é o melhor p elas e p seus bebês, e que elas são abençoadas por terem esse privilégio, o TP para no meio do caminho e acaba em intervenções e muitas vezes em cesáreas... Por isso , sempre digo que o conhecimento é tudo !
E ainda temos os métodos não-farmacológicos para aliviar as dores como massagens, banhos quentes (chuveiro ou banheira), bola de fisioterapia, algumas posições (ficar deitada de barriga p cima, é a pior de todas) , respiração como já foi citado, e todo o carinho , amor e respeito que a gestante merece neste momento tão especial de sua vida...
Lembrar de respirar sempre calma e profundamente!
Posições que trazem conforto...


O banho ajuda relaxar a musculatura

O melhor analgésico de todos!

O cavalinho com a massagem também ajuda muito...

Dispensa explicações...

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Parto Normal... Uma das loucuras de Deus!

Como doula, eu estou sempre participando de conversas sobre partos , cesáreas, intervenções, etc... e há alguns dias quando eu fiz aquele post sobre sexo depois do parto normal , eu recebi muitos depoimentos na minha pesquisa científica...rsrsr...e cerca de noventa por cento deles foram positivos, super à favor do parto normal e disseram que a vida sexual continuou a mesma ou até melhorou! Mas, também recebi alguns depoimentos negativos em que as mulheres sentiram dor e dificuldades como falta de lubrificação, episio que  não cicatrizou e outros fatores que não envolvem o parto normal em si  , mas a maternidade e todas as mudanças que ela trás, inclusive hormonais!

E, em meio à este assunto tão polêmico, algumas meninas me disseram que devíamos ser sinceras com as gestantes em relação ao parto normal e suas possíveis consequências, principalmente em relação à dor na hora do TP, e que nós,  militantes, tínhamos a tendência de"florear" as coisas, e que elas haviam passado por momentos complicados sim, mas que nunca abririam mão do parto normal, e  que as gestantes precisavam saber a realidade para não se sentirem enganadas...

Então, me veio uma preocupação genuína em relação as minhas doulandas e todas as gestantes que eu aconselho,  ensino e prego sobre os benefícios e maravilhas do parto normal: Será que eu sou tão apaixonada por esse assunto , que sem querer eu acabo iludindo essas mulheres? Não posso negar que depois de um encontro comigo, na maioria das vezes, quase sempre, sem falsa modéstia...rsrsrs... elas saem sorridentes, com os olhos brilhando, com o pensamento modificado, excluindo as cesáreas eletivas de suas vidas!  

  Fiz uma auto-análise, e tentei ser o mais crítica comigo mesma, com relação à este assunto, e cheguei à uma conclusão: Eu sempre sou sincera com elas, nunca falei que é fácil , nunca falei que a dor é "cultural ou psicológica", como já ouvi algumas pessoas dizerem,  nunca falei que  jamais haverá uma complicação durante um parto normal ou pós parto , e também nunca falei  e que a partolândia é o país das maravilhas!  

O que eu sempre falo para elas, é que a dor existe e é real , que dói e muito, que não é fácil e que inclusive quando elas estiverem na fase de transição que é fase mais difícil do TP, elas vão querer desistir, vão achar que não conseguem, vão pedir cesárea, analgesia , que podem ocorrer calafrios, ondas de calor, vômito...

Mas, que no final , quando a dor acabar como um milagre e elas receberem seus bebês nos braços, naquele misto de sensações, de explosões de hormônios e sentimentos, e  a certeza de que Deus preparou o corpo delas para aquele momento único,  inexplicável, perfeito e  maravilhoso, elas vão saber que valeu à pena, que a dor é grande , mas não é insuportável, que elas podem dizer para as pessoas que as chamaram de doidas por querer um parto normal que elas passaram e venceram! 

E quando me perguntam se não há riscos no parto normal, eu respondo que riscos existem, assim como na cesárea que é uma cirurgia de médio porte e não uma extração de dente, como os cesaristas querem que elas acreditem...

E, de todas as doulandas que eu atendi, mesmo nos partos mais difíceis, mesmo com episiotomias e pós partos complicados, eu nunca ouvi de nenhuma delas uma palavra de arrependimento, muito pelo contrário, elas afirmam que passariam por tudo novamente, e a minha irmã uma vez me disse que sentia saudade dos momentos do parto...vai entender! 

Parto normal , totalmente inexplicável, só vivendo p saber!


Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;
1 Coríntios 1:27


terça-feira, 2 de julho de 2013

Vida sexual após o parto normal !

Ontem estávamos em uma tira dúvidas de gestantes, e eis que surge a seguinte pergunta: "É verdade que parto normal deixa a mulher mais larga?"

 Também já ouvi, "não quero estragar o parque de diversões do meu marido", ou "meu marido não quer parto normal porque eu vou ficar laceada!" E por aí vai...

 Então resolvi pesquisar,para responder com propriedade:  li e reli , vários textos, fóruns, ri com alguns  absurdos de pessoas que não fazem a mínima idéia do assunto, e tb alguns garanhões ...rsrs... dizendo que já tiveram relações com "várias mulheres", com filhos e sem filhos e não sentiram diferença alguma!

O texto abaixo foi um dos melhores, esclarecedor e realista:

"Eis um grande mito. O canal por onde passa o bebê é como um diafragma , a vagina e o períneo (musculatura que envolve a entrada da vagina e ânus) são grandes e fortes músculos e sendo assim, tem a capacidade de relaxar e contrair, voltando ao tamanho normal ou muito próximo ao normal depois do parto.  A vivência do parto e a percepção de que é possivel utilizar esta musculatura pode melhorar e muito a vivência sexual da mulher e de seu parceiro. A melhor forma de prevenção da frouxidão da vagina ou da bexiga é através de exercícios que podem ser feitos com o períneo.  Evitar o parto normal ou submeter-se a episiotomia - corte cirúrgico feito na vulva e vagina para acelerar o parto – para evitar de ficar “ alargada” é um grande mito cultural hoje impregnado em nossa sociedade e que vem sendo lentamente revisto pela literatura científica." 

Mas ainda não satisfeita, resolvi fazer  uma enquete científica...rsrs... com as minhas ex -doulandas e algumas meninas de grupos de parto humanizado que eu participo, para realmente não deixar dúvidas...  não vou revelar a identidade por motivos óbvios....rsrsrs... segue os depoimentos:

"Da primeira filha (cesárea) demorou um bom tempo para voltar ao normal, agora da segunda filha ( PN)  não mudou nada, só melhorou...rsrs" P.

"Bom, fiquei com receio da "1ª vez", mas até que foi tranquila, e o medo vai passando com o tempo, e fiquei mais relaxada. Não fica "mais larga", mesmo que tenha levado pontos e/ou que os pontos tenham arrebentado. A tendência é que diminua a lubrificação natural, mas isso geralmente volta ao normal com o tempo (Por isso as preliminares são ainda mais importantes). A sensibilidade aumenta e isso, no começo se traduz em uma leve dor, mas com o tempo, fica bem bom. Espero ter ajudado!" R.

"Vc sabe q tive episio mais p mim melhorou e muito, tipo 100% melhor..rs" F.
"No começo doeu um pouco, mas a médica havia me orientado que essa dor seria a mesma se eu tivesse tido cesárea. Meu marido diz que tá mais gostoso, que parece bem mais apertadinho!" R.

"No começo foi melhor de antes do parto,  hoje um ano depois eu sofro com a episio..."  E. 
Na 1ª vez depois dos 40 dias doeu muuuuito, mas depois foi tudo igual.. parece até que melhor rsrsrsrs... J.


Pronto , minhas queridas gestantes, agora vcs já podem tirar suas conclusões! E não esqueçam de mostrar p os maridos !!!!!!!!!!!!

Quando a cesárea é realmente necessária

Quando estamos falando sobre parto normal,  uma das perguntas mais frequentes é: Quando é realmente necessário marcar um cesárea? 



Quando é necessário 
• Quando a placenta cobre o colo do útero, impedindo a saída do bebê – a chamada placenta prévia. A cirurgia é agendada antes de o trabalho de parto ter início, para não haver risco de sangramento. O diagnóstico só acontece a partir da 30ª semana. 
• Quando há descolamento prematuro da placenta. 
• Quando a mãe tem aids. Se a carga viral for alta ou desconhecida, a cesárea deve ser agendada. Se a carga viral for indetectável, pode ser parto normal. 
• Se a mãe tem herpes genital, com uma lesão ativa até 1 mês antes do parto. Quem tem a doença pode prevenir as lesões tomando medicamentos. 
• Em alguns casos raros de doenças cardíacas. 
• Se o bebê está atravessado. Antes, o médico pode tentar ajudá-lo a ficar na posição correta. 
• Quando o cordão penetra no canal de parto antes da cabeça do bebê. Também só será possível perceber isso depois de o trabalho de parto ter começado. 
• Quando o bebê apresenta uma redução drástica no fluxo de oxigênio ou nos batimentos cardíacos. Isso acontece apenas em torno de 1% dos casos. 
• Se a abertura do colo da mãe é pequena para o bebê, algo que ocorre em menos de 5% dos partos.
Casos que devem ser estudados com o médico
• Se o bebê estiver sentado e a mulher já tiver tido parto normal antes. 
• Quando foram feitas duas ou mais cesáreas anteriores. 
• Se a mulher tem defeitos na bacia, algo que provavelmente ela já descobriu antes de engravidar, por meio de um simples exame de toque. 
• Se a criança está frágil demais, ou seja, se há retardo do crescimento. 
• Se o parto pára de progredir. Nesse caso, há recursos para estimular a continuidade, como o hormônio ocitocina. 
• Se há alteração na circulação do sangue entre mãe e bebê, medida pelo exame de dopplerfluxometria. 
• Pressão alta na gravidez (acima de 13 x 9). Em muitos casos, o ideal é acelerar o parto com o uso de ocitocina. 
• Quando a mãe tem pré-eclâmpsia, doença típica da gravidez que eleva a pressão arterial, o parto também deve acontecer rápido. Mas é possível prevenir a doença com um bom pré-natal, dieta balanceada e aspirina para quem tem risco. 
Quando a cesárea não é necessária 
• Cordão enrolado no pescoço do bebê (não importa quantas voltas), desde que o bebê esteja bem. 
• Falta de dilatação. Pode ocorrer por um distúrbio raro no colo do útero (menos de 1% das mulheres o têm), mas, na maioria das vezes, se não dilatou é porque não chegou a hora mesmo. 
• Se passou da semana número 40 da gravidez. É normal esperar até 42 semanas, monitorando o bebê. 
• Se a mulher tem mais de 35 anos. 
• Se a mulher teve uma cesárea anterior. 
• Se o trabalho de parto está demorado. A mulher pode passar vários dias sentindo algumas contrações, sem ter entrado em trabalho de parto. Os médicos só consideram trabalho de parto quando há mais de 3 cm de dilatação e contrações regulares. Aí, então, o processo pode levar entre 8 e 18 horas. 
• Bacia estreita (esses casos são raríssimos e, em geral, a mulher já descobriu a alteração antes). 
• Bebê grande demais (um bebê precisa ter mais de 4,5 quilos para ser considerado grande. É bem raro). 
• Se a mulher tem verrugas genitais, mioma ou HPV (a não ser que obstruam a passagem do bebê).

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Amamentar = amar, proteger, viver com intensidade a maternidade, vínculo eternizado e satisfação mais que garantida!


Hoje, a minha amiga e ex-doulanda me mostrou este texto, achei tão lindo e perfeito que resolvi compartilhar com vcs! Tão verdadeiro que me deu saudade de amamentar meus filhotes... 





Inspira. Suga. Expira. Engole. Inspira. Suga. Expira. Engole. Inspira. Expira. Inspira. Expira. Suga. Engole. Inspira. Expira. Seus olhos não saem dos meus, não tiro meus olhos dos seus. Seus dois estatelados olhos esfomeados de vida. Por cima deles, sobrancelhas inquietas sobem e descem, se unem e se separam. Meu seio direito abocanhado por esses seus lábios de peixinho. Sua pequena mão sobre meu seio esquerdo. Abrindo. Fechando. Como se você acariciasse o meu coração.
Inspira. Suga. Expira. Suga. Sua barriga encostada na minha. Sua cabeça apoiada sobre a parte de dentro do meu cotovelo. Você experimenta a mãe com a pele, com os olhos. Canto para que você experimente também com os ouvidos. Em troca você me dá seus barulhos de beijinho molhado. O som da sua respiração. A visão do seu rostinho bem pertinho do meu. Dos seus olhos se fechando macios à medida que o sono vem. E o susto que você leva com o seu prório arroto.
Inspira. Expira. Suga errado, pela metade. Inspira. Expira. Inspira. Expira. Vira a cabeça pra lá e pra cá, esfrega a cara no peito, resmunga, tropeça na própria respiração, engole torto, leva a cabeça para trás, ameaça um chorinho. Sai do peito, dá um gritinho. Shhhhhh. Shhhhhh. Shhhhhh. Assustou, filho? Toma, toma. Volta pro peito. Shhhhh. Shhhhhh. Isso. Shhhhh. Shhhhh. Seus olhos nos meus, os meus no teu olhar que observo a entrar no mundo dos sonhos. Fecha. Abre. Fecha até a metade. Abre. Fecha por três segundos, abre até a metade. Suga. Suga. Suga. Suga. Suga. Para. Suga. Suga. Suga. Suga. Para. Joga a cabeça para trás, puxando o bico com a boquinha bem fechadinha. Larga o peito, espreme a boquinha, respira fundo e continua adormecido. É muito mais do que alimento. Amamentar é dizer eu te amo. E ter a certeza de que você compreendeu.


Por : Natacha

terça-feira, 25 de junho de 2013

Relatando o parto lindo e abençoado da Angela e do Lorenzo...

Como é bom acompanhar um parto em que a gestante está preparada física e psicologicamente para este momento, era assim que a Angela estava: calma , tranquila e cheia de expectativas pelo nascimento do seu primeiro filho, O Lorenzo.

Ela teve perda de líquido uma semana antes, mas fomos ao hospital e disseram que estava tudo bem e que logo entraria em TP. Uns dois dias depois,  ela me ligou dizendo que estava tendo contrações regulares, então o marido dela que trabalha com o meu, veio me buscar p eu ficar com eles em casa. Quando eu cheguei , ela estava com aquela carinha de dor e felicidade, e como ela tinha tido um pico de  pressão alta uns dias atrás , resolvemos verificar como estava a pressão e deu um pouco alterada , então resolvemos ir p a maternidade (pública , pois se fosse particular, já teriam mandado ela para uma cesárea há alguns dias atrás), mas , felizmente a pressão estava normal , o bebê estava bem e ela estava com 3 cm de dilatação.

A médica disse que era p ela ir caminhar, mas não imaginou que ela tinha uma doula...rsrs...e que realmente iriamos caminhar num frio de 7° ! Caminhamos das 21 até ás 22hs no parque Barigui, a Angela , o Kleber(marido) e eu . Conversamos , brincamos,  rimos e a cada contração a Angela se agachava no meio do parque, e os atletas de plantão só olhando!



Quatro cm de dilatação, só faltavam seis!
Olha o sorrisinho...

Papai super presente e carinhoso...
Hora da massagem !

Voltamos para a casa da mãe dela, aliás, uma casa tão aconchegante, quentinha,  uma união familiar, carinho e amor, eu já me senti como se fizesse parte dessa família linda! Jantamos, a Angela foi para o banho e as dores  começaram apurar e já estavam  de 5 em 5 min., e achamos melhor seguir p a maternidade ,pois eles moram em um bairro mais afastado de Curitiba e não quisemos abusar da sorte...

Lorenzo , olha a vovó e o vovô esperando ansiosamente por vc!


Quando chegamos no hospital, ainda estava 5cm de dilatação, a Angela contou que havíamos caminhado no parque e a médica pediu que caminhássemos por mais 1h no hospital, pois ainda era cedo p internar e como a casa dela ficava longe dali, lá fomos nós, subimos e descemos as escadas do hospital por mais 1hr, até que a Angela foi p o C.O. com 6cm, e o médico perguntou  : "Você que é a doida que andou no parque Barigui neste frio?" Coisas de quem tem uma doula...rsrsrs

Quem entrou foi o Kleber, pois só permitem um acompanhante pelo SUS , e eu fiquei do lado de fora, ai como é horrível ficar do lado de fora...rsrs... sem notícias, a hora não passa! Então quando eu estava deitadinha em um sofá, quase dormindo, eu ouvi alguém gemendo no meio de uma contração, me virei e era a Angela andando pelo corredor e eu  pude ficar mais um pouquinho com eles.

Momento do nosso encontro:
A Angela estava tomando antibiótico , devido  à uma infecção  na bexiga.
Depois disso ,eles entraram , e eu fiquei ali fora cochilando e muitas vezes orando para que tudo corresse bem! Ela teve que ir p a ocitocina, pois segundo o médico a dilatação não estava evoluindo... então o lindo Lorenzo nasce por volta das 6hs da manhã! Tudo havia dado certo! Obrigada Senhor! 

Dias depois, ela me ligou e me disse que quando estava na fase mais difícil (transição) em que  queria desistir (normal...rsrs),  pensava que eu estava lá fora orando por ela e acreditando nela, e dizia para si mesma "não vou desistir, a Carla está lá fora esperando por mim!"  Que linda! Como não se emocionar e chorar ouvindo isso???

Seja bem vindo Lorenzo! Vc é muito amado por sua família...

Abaixo, o  depoimento que ela postou no face p mim...
Minha Doula Querida Carla  sem palavras pra te agradecer o acompanhamento, a força, a dedicação,as orações e informações que você passou pra minha família e para mim durante a gestação e no trabalho de parto!
O meu parto foi MARAVILHOSO, sabíamos tudo o que estava acontecendo e o porque, graças a sua dedicação e amor as pessoas!
Você será inesquecível em nossas vidas minha Doula Carla Vanessa que em tão pouco tempo que nos conhecemos minha família e eu já te amamos tanto!

AGRADEÇO A DEUS POR TER COLOCADO VOCÊ EM NOSSAS VIDAS!

E agradeço também pelas horas e horas de caminhada em volta do Hospital Evangélico e Parque Barigui á noite hehe

GESTANTES E MULHERES QUE QUEREM ENGRAVIDAR, CONHEÇAM O QUE É DOULA E SE INFORMEM, EU TIVE UMA E RECOMENDO!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

O que são pródromos?

Muitas gestantes acabam indo para a maternidade várias vezes por sentirem contrações, e voltam p casa preocupadas, ansiosas e inseguras, sem saber que estão em uma fase chamada pródromos, que ainda não é o trabalho de parto efetivo. Essa fase pode durar vários dias e  banhos quentes ajudam  aliviar   o desconforto!

Segue abaixo a explicação: 


 O que é o período premonitório do parto (pródromo de trabalho de parto)? 
O trabalho de parto é antecedido por um período preparatório denominado de pré-parto, período prodrômico (ou pródromo de trabalho de parto) ou período premonitório. Nesta etapa vários sinais estão presentes, demonstrando que o trabalho de parto e o nascimento do bebê se aproximam.
O período premonitório do parto ou período pré-parto é caracterizado pela presença de contrações, por vezes dolorosas, que ocorrem em intervalos e intensidade irregulares, não apresentando ritmo. Essas contrações não são efetivas para dilatar o colo uterino e constituem o chamado “falso trabalho de parto”, onde, embora haja contrações, não há alteração do colo do útero (ou seja, não há a dilatação do mesmo com progressão para o nascimento do bebê).
Nesta fase há a descida do fundo uterino (a barriga materna fica mais baixa), decorrente do encaixamento da cabeça do bebê na pelve materna. Essa descida da cabeça do bebê acarreta no aumento de dores lombares e dores nas articulações dos ossos do quadril da gestante. As vezes a única manifestação é uma sensação de “peso” na região supra-púbica (na região da bexiga).
Há ainda nesta fase, uma secreção exacerbada de muco pelas glândulas presentes no colo uterino, sendo eliminada uma secreção mucosa pela vagina, acompanhada ou não de sangue em pequena quantidade. Este sinal é chamado de perda de tampão mucoso.
O colo uterino fica mais amolecido e progressivamente mais curto ao toque vaginal (processo chamado de amadurecimento do colo).
Próximo ao final da gestação, as contrações se tornam mais freqüentes e intensas e aregularidade associada à dilatação do colo uterino caracterizam o trabalho de parto que se inicia.
Não é possível dizer o exato momento em que há a transição do período pré-parto para o trabalho de parto, pois o período premonitório do parto pode anteceder o parto em dias; e esta transição ocorre normalmente de forma gradual e quase insensível.