quarta-feira, 8 de maio de 2013

Como definir o que é parto humanizado ?


Hoje a expressão "parto humanizado" entre as gestantes, doulas, militantes do parto normal e profissionais da saúde e outros admiradores desse assunto virou moda!  Mas então o que é realmente o tão falado e tão sonhado parto humanizado?

Para alguns, parto humanizado seria um parto totalmente natural, sem intervenções desnecessárias, em um ambiente acolhedor, com pouca luz , com a presença de familiares e pessoas de confiança da gestante, recursos para uma  analgesia natural como massagens, banheira, bola entre outros. Este seria o sonho de qualquer doula, inclusive o meu !

Mas será que esse quadro tão perfeito para alguns, seria humanizado para uma gestante que tem um verdadeiro pavor de parto normal ? Que mesmo sendo explicado, conversado, mostrado todas as vantagens de um PN , e mesmo assim só de pensar nisso ela treme e passa mal ? E uma gestante que passou por um grande trauma no passado ?

É óbvio que como doula, com todos os meus primcipios e tudo o que eu acredito, é difícil de aceitar , mas o significado da palavra humanização é tornar mais humano, ter compaixão pelo próximo, cuidar bem daquele que precisa de nossos cuidados.

Então, parto humanizado seria o parto em que a gestante se  sinta feliz, segura, com sua vontade respeitada, que todos os procedimentos lhe sejam explicados, que não haja enganos, mentiras para beneficiar médicos , hospitais e planos médicos. Que, se a dor se tornar realmente insuportável, lhe seja concedida uma analgesia (mesmo sabendo dos riscos da mesma), que ela tenha todos os recursos necessários, que seja tratada realmente como um ser humano que tem um nome, que tem desejos, dúvidas e temores, que não haja nenhum tipo de violência física ou mental , enfim que ela tenha o tratamento que ela merece neste momento especial de sua vida.

Mas, aí entra uma outra questão: o que é humanizado para o bebê ? Um dia ouvi um médico que dizia que se pudéssemos perguntar para o bebê como ele prefere nascer, ele  certamente responderia : de parto normal !

Então o que é"melhor" para a mãe que escolheu a cesárea eletiva, não é o melhor p o seu bebê ?

E, assim seguimos com a eterna dúvida, como realmente humanizar a obstetrícia ?

E só me vem uma resposta à mente:  amar as nossas gestantes e amar o que fazemos que é cuidar delas! Cada um na sua área , doulas , médicos, obstetrizes, enfermeiros, etc... todos buscando o melhor  para  mamães e bebês !

Carla Bichara



 Por favor , deixem suas opiniões e comentários sobre este assunto tão polêmico !

terça-feira, 7 de maio de 2013

Precisamos reverter essa triste realidade em nosso país !


8    fev 201213 Comentários

Partos Normais x Partos por Cesarianas

Temos visto o Brasil atingir o topo de centenas de índices, na economia, nos esportes, na cultura e em muitos outros lugares. Mas, infelizmente um índice não é muito agradável de se divulgar.
O Brasil é o país com maior índice de partos por cesariana no mundo.
Isso é uma grande preocupação para os governantes e para as famílias.
Para cada 1% que se cresce no índice de partos por cesariana, o custo operacional para o país e para a sociedade é aumentado em US$ 9,5 milhões. (*)
Uma em cada 1000 mulheres morre em partos por cesariana (**)
Na América Latina estima-se um número de 850.000 partos por cesariana desnecessários e o Brasil tem o índice de 32% bem acima dos Estados Unidos e todos os outros países latino americanos.(***). O Organização Mundial de Saúde desde 1985 recomenda que este número não ultrapasse 15%.
A situação piora mais ainda se formos comparar os partos feitos na rede de atendimento particular o que atinge níveis assustadores  em relação a pesquisas realizadas em outros países.
Estes números realmente são bastantes preocupantes e não podem continuar em ascensão, para tanto o Governo Brasileiro encomendou uma pesquisa para saber os motivos de tais números.
A busca cada vez maior pelas futuras mamães pelo parto por cesariana deve levar em conta alguns fatores que diferenciam a qualidade de vida do futuro filho e que podem influenciar sensivelmente o crescimento e a evolução da criança, como por exemplo a queda no aleitamento materno que, reconhecidamente é um dos maiores problemas na saúde das crianças.
Os quatro principais motivos que levam as mulheres a decidirem pelo parto de cesariana são :
Medo do parto/ medo da dor
Medo de lesão fetal
Medo de lesão genital/ disfunção sexual
Experiências anteriores traumáticas
Modificações culturais – tecnologia como bem de consumo

Especialistas falam sobre os mitos e verdades sobre o parto normal



Parto normal dói mais do que cesárea


Mito, com restrições. “A dor existe nas duas situações, mas em momentos e por períodos diferentes. O pós-parto de uma cesariana é bem mais doloroso. Trata-se de uma cirurgia grande, onde são cortados nervos e diversos níveis de tecido. Os fios da sutura podem levar até seis ou sete meses para total absorção, levando a mulher a sentir fisgadas e formigamento na região”, diz Cássio Sartorio. Renato Sá lembra que a população de mulheres urbanas tem mais dificuldade para lidar com sensações dolorosas. “Hoje existem técnicas farmacológicas ou não para aliviar a dor. O simples fato de ter um acompanhante no momento do parto já traz mais conforto para a mulher”, completa.

O corte no períneo, para facilitar a passagem do bebê, não é obrigatório
Verdade. “Chamado de episiotomia, este corte só é feito quando há indicação específica, já que a recuperação de mulheres submetidas a este processo tende a ser mais dolorosa”, diz Renato.



O parto normal alarga o canal vaginal
Mito. “A vagina é um órgão elástico, preparado para o parto. Mulheres saudáveis e ativas, que seguem alimentação balanceada, com ingestão de proteínas, não precisam se preocupar”,
diz Cássio.


Se o cordão estiver em volta do pescoço do bebê, não poderei ter um parto normal
Mito, com restrições. De acordo com Renato, “essa constatação existe há apenas 40 anos, quando surgiu a ultrassonografia. Antes disso, não havia como saber. A verdade é que a taxa de mortalidade intraparto não diminuiu por causa deste diagnóstico. Além disso, existe uma ‘geleia’ espiralada em volta do cordão que dificulta a asfixia. Ou seja, a própria natureza criou artifícios para que o bebê não se enforcasse”. Cassio diz que “quando o cordão dá apenas uma volta no pescoço não há indicação obrigatória para cesárea. Se durante o trabalho de parto for avaliado que são muitas voltas e houver desaceleração dos os batimentos do bebê, levando ao que chamamos de sofrimento fetal, o procedimento cirúrgico pode ser a melhor opção”.


Mulheres com quadris estreitos não poderão ter parto normal
Mito. “Geralmente, o bebê se adapta aos diâmetros da bacia. Mas somente o obstetra, através de exame específico, poderá avaliar a situação”, ressalta Renato.




O retorno às atividades é mais rápido em mulheres submetidas ao parto normal
Verdade. Segundo Renato, “quanto menor a lesão dos tecidos, mais rápida é a recuperação. Na cesariana há corte de enervação, o que torna a recuperação mais lenta e dolorosa. Em mulheres que tiveram parto normal, o retorno às atividades normais costuma acontecer após 45 dias”.




segunda-feira, 6 de maio de 2013

Na hora do trabalho de parto...


Violência Obstétrica


E o tema de hoje é violência obstétrica, nas palavras da obstetriz Ana Cristina Duarte, ícone do movimento de Humanização da Assistência ao Parto no Brasil:

Ana Cristina Duarte



VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA = VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER E A CRIANÇA

Qualquer forma de violência é condenável.

Uma das piores formas de violência que eu conheço é a violência obstétrica, pelas seguintes razões:

- Atinge dois seres que estão vulneráveis, e ao mesmo tempo: a mãe e o bebê. Às vezes atinge também o acompanhante, em geral o pai do bebê.

- É perpetrada por um grupo que tem o domínio (equipe profissional) em seu próprio campo de batalha (o hospital, a sala de parto).

- Muitas vezes não tem testemunha (a equipe se cala, o acompanhante muitas vezes foi impedido de assistir o parto).

- Não é reconhecida pela sociedade, que entende que os profisssionas sempre estavam fazendo o seu melhor e que provavelmente a mulher é quem não colaborou/se comportou.

- Tem quase 100% de impunidade, pois as poucas denúncias caem no buraco negro dos conselhos profissionais e sindicâncias intermináveis.

- Pode causar graves sequelas físicas e psicológicas, e em raros casos, a morte.

- Atinge um número absurdo de mulheres em nosso país, se considerarmos todas as suas formas. Podemos estar chegando perto de 100% de mulheres que foram ou serão submetidas a violência obstétrica durante seus partos.

São atos de violência obstétrica:

- Impedir que a mulher seja acompanhada por alguém de sua preferência, familiar de seu círculo social.

- Tratar uma mulher em trabalho de parto de forma agressiva, não empática, grosseira, zombateira, ou de qualquer forma que a faça se sentir mal pelo tratamento recebido.

- Tratar a mulher de forma inferior, dando-lhe comandos e nomes infantilizados e diminutivos, tratando-a como incapaz.

- Submeter a mulher a procedimentos dolorosos desnecessários ou humilhantes, como lavagem intestinal, raspagem de pelos pubianos, posição ginecológica com portas abertas.

- Impedir a mulher de se comunicar com o "mundo exterior", tirando-lhe a liberdade de telefonar, usar celular, caminhar até a sala de espera ETC.

- Fazer graça ou recriminar por qualquer característica ou ato físico como por exemplo obesidade, pelos, estrias, evacuação e outros.

- Fazer graça ou recriminar por qualquer comportamento como gritar, chorar, ter medo, vergonha etc.

- Fazer qualquer procedimento sem explicar antes o que é, por que está sendo oferecido e acima de tudo, SEM PEDIR PERMISSÃO.

- Submeter a mulher a mais de um exame de toque (ainda assim quando estritamente necessário), especialmente por mais de um profissional, e sem o seu consentimento, mesmo que para ensino e treinamento de alunos.

- Dar hormônios para tornar mais rápido e intenso um trabalho de parto que está evoluindo normalmente.

- Cortar a vagina (episiotomia) da mulher quando não há necessidade (discute-se a real necessidade em não mais que 5 a 10% dos partos).

- Dar um ponto na sutura final da vagina de forma a deixá-la menor e mais apertada para aumentar o prazer do cônjuge ("ponto do marido").

- Subir na barriga da mulher para expulsar o feto (manobra de Kristeller - foto abaixo).
Manobra de Kristeller (pressão no fundo do útero)
- Submeter a mulher e/ou o bebê a procedimentos feitos exclusivamente para treinar estudantes e residentes.

- Permitir a entrada de pessoas estranhas ao atendimento para "ver o parto", quer sejam estudantes, residentes ou profissionais de saúde, principalmente sem o consentimento prévio da mulher e de seu acompanhante com a chance clara e justa de dizer não.
- Fazer uma mulher acreditar que precisa de uma cesariana quando ela não precisa, utilzando de riscos imaginários ou hipotéticos não comprovados (o bebê é grande, a bacia é pequena, o cordão está enrolado).

- Submeter uma mulher a uma cesariana desnecessária, sem a devida explicação dos riscos que ela e seu bebê estão correndo (complicações da cesárea, da gravidez subsequente, risco de prematuridade do bebê, complicações a médio e longo prazo para mãe e bebê).

- Dar bronca, ameaçar, chantagear ou cometer assédio moral contra qualquer mulher/casal por qualquer decisão que tenha(m) tomado, quando essa decisão for contra as crenças, a fé ou os valores morais de qualquer pessoa da equipe, por exemplo: não ter feito ou feito inadequadamente o pré-natal, ter muitos filhos, ser mãe jovem (ou o contrário), ter tido ou tentado um parto em casa, ter tido ou tentado um parto desassistido, ter tentado ou efetuado um aborto, ter atrasado a ida ao hospital, não ter informado qualquer dado, seja intencional, seja involuntariamente.
- Submeter bebês saudáveis a aspiração de rotina, injeções e procedimentos na primeira hora de vida, antes que tenham sido colocados em contato pele a pele e de terem tido a chance de mamar.

- Separar bebês saudáveis de suas mães sem necessidade clínica.

Se você, mulher, foi submetida a qualquer um desses atos de violência, denuncie. Não permita que a violência se perpetue. Será necessário que milhares de mulheres se ergam e digam basta, até que as mulheres parem de sofrer. O parto é um momento de alegria, de prazer. A dor fisiológica é suportável. Mas a dor da violência, essa pode se tornar insuportável e deixar profundas marcas.

Para denunciar:

1) Exija seu prontuário no hospital (ele é um documento seu, que fica depositado no hospital, mas as cópias devem ser entregues sem questionamento e custos).

2) Escreva uma carta contando em detalhes que tipo de violência você sofreu e como se sentiu.

---> Se o seu parto foi no SUS, envie a carta para a Ouvidoria do Hospital com cópia para a Diretoria Clínica, para a Secretaria Municipal de Saúde e para a Secretaria Estadual de Saúde.

---> Se o seu parto foi em hospital da rede privada, envie sua carta para a Diretoria Clínica do Hospital, com cópia para a Diretoria do seu Plano de Saúde, para a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e para as Secretarias Municipal e Estadual de Saúde. Existem outras instâncias de denúncia, dependendo da gravidade da violência recebida, mas um advogado deveria ser consultado.

Não silencie. Grite!

Achei um post muito interessante no blog da enfermeira regina e resolvi compartilhar com vcs


Por que escolher o parto natural?



Os avanços tecnológicos que permitem a realização de cirurgias cada vez mais precisas dão a falsa sensação de que a cesárea é um procedimento absolutamente sem riscos. A comodidade de poder escolher o dia do parto (ou até mesmo o signo da criança!), o medo da dor e os muitos mitos que assombram as gestantes (bexiga caída, alargamento do canal, hemorragias) levam as mulheres a descartarem a forma mais natural de dar à luz.

O que elas ignoram é que o parto cirúrgico tem maior risco de hemorragias e infecções nas mães, além de aumentar o risco de problemas em futuras gestações, como a ruptura do útero e o mau posicionamento da placenta.

Uma pesquisa divulgada pela Global Survey, um braço da OMS, constatou um número três vezes maior de hemorragias em mulheres que optaram pela cesárea do que aquelas que tiveram partos normais.

Ainda mais alarmantes são os números que relatam as internações em UTIs: 20 vezes mais freqüentes naquelas que optam pelo parto cirúrgico.

Para os bebês, a situação não é melhor. O parto antecipado – que ocorre na maioria das cesarianas – aumenta em até 120 vezes os casos de problemas respiratórios e, conseqüentemente, de internações na UTI neonatal. Ainda segundo o Ministério da Saúde, as infecções causadas pelo parto, a terceira maior causa de morte de recém-nascidos, são mais freqüentes em cesáreas.
Falta de Dilatação

Muitas mulheres hoje em dia dizem que não conseguiram ter um parto porque tiveram falta de dilatação.

Tecnicamente não existe falta de dilatação em mulheres normais. Ela só não acontece quando o médico não espera o tempo suficiente. A dilatação do colo do útero é um processo passivo que só acontece com as contrações uterinas.

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Bacia Estreita

Uma mulher com bacia estreita não teria espaço para a passagem do bebê :

Existem situações não muito comuns em que um bebê é grande demais para a bacia da mulher, ou então está numa posição que não permite seu encaixe. Não mais que 5% dos partos estariam sujeitos a essa condição. Além disso, tecnicamente é impossível saber se o bebê não vai passar enquanto o trabalho de parto não acontecer, a dilatação chegar ao máximo e o bebê não se encaixar

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Parto Seco

Um parto depois que a bolsa rompeu seria uma tortura de tão doloroso.

A verdade é que depois que a bolsa rompe o líquido amniótico continua a ser produzido, e a cabeça do bebê faz um efeito de "fechar" a saída, de modo que o líquido continua se acumulando no útero. Além disso o colo do útero produz muco continuamente que serve como um lubrificante natural para o parto.

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Parto Demorado

Um bebê estaria correndo riscos porque o parto foi/está sendo demorado:

Na verdade o parto nunca é rápido demais ou demorado demais enquanto mãe e bebê estiverem bem, com boas condições vitais, o que é verificado durante o trabalho de parto.

Um parto pode demorar 1 hora como pode demorar 3 dias, o mais importante é um bom atendimento por parte da equipe de saúde.

O que dá à equipe as pistas sobre o bebê são os batimentos cardíacos. Enquanto eles estiverem num padrão tranquilizador, então o parto está no tempo certo para aquela mulher.

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Bebê passou da hora

O bebê teria como uma "data de validade" após a qual ele ficaria doente :

Os bebês costumam nascer com idades gestacionais entre 37 e 42 semanas. Mesmo depois das 42 semanas, se forem feitos todos os exames que comprovem o bem estar fetal, não há motivos para preocupação.

O importante é o bom pré-natal. Caso os exames apontem para uma diminuição da vitalidade, a indução do parto pode ser uma ótima alternativa.

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Cordão Enrolado

A explicação é de que o bebê iria se enforcar no cordão umbilical :

O cordão umbilical é preenchido por uma gelatina elástica, que dá a ele a capacidade de se adaptar a diferentes formas.

O oxigênio vem para o bebê através do cordão direto para a corrente sanguínea. Assim, o bebê não pode sufocar.

 
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Não tem dilatação no final da gravidez

A explicação é que o médico fez exame de toque com 38/39 semanas e diz que a mulher não vai ter parto porque não tem dilatação nenhuma no final da gravidez:

Tecnicamente uma mulher pode chegar a 42 semanas sem qualquer sinal, sem dilatação, sem contrações fortes, sem perder o tampão e de uma hora para outra entrar em trabalho de parto e dilatar tudo o que é necessário.

É impossível predizer como vai ser o parto por exames de toque durante a gravidez.

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Placenta envelhecida

A placenta ficaria tão envelhecida que não funcionaria mais e colocaria em risco a vida do bebê:

O exame de ultra-som não consegue avaliar exatamente a qualidade da placenta. A qualidade da placenta isoladamente não tem qualquer significado.

Ela só tem significado em conjunto com outros diagnósticos, como a ausência de crescimento do bebê, por exemplo. A maioria das mulheres têm um "envelhecimento" normal e saudável de sua placenta no final da gravidez.

Só será considerado anormal uma placenta com envelhecimento precoce, por exemplo, com 30 semanas de gravidez.

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Mulheres baixas não podem ter filhos por parto normal

"O tamanho do canal não está ligado à altura de uma pessoa. É uma crendice, como aquela da estatura do homem e seu pênis."

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Quem espera gêmeos só pode fazer cesárea

"As gestações múltiplas não necessariamente significam uma cesária. Assim como em partos de uma criança apenas, a cesárea em gêmeos é indicada quando há complicações ou posicionamento que impeça de qualquer forma a saída natural pelo canal. Quer uma prova? A atriz Fernanda Lima teve gêmeos por meio de parto natural – inclusive, ela aceitou participar gratuitamente da campanha de incentivo ao parto normal."

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A vida sexual fica comprometida

"O medo de ter o canal "alargado" ou de não agradar mais ao parceiro é muito difundido. O fortalecimento do canal se dá por uma vida não sedentária, com um mínimo de atividade e com alguns exercícios específicos. Muito mais grave que "alargamento" (que, no pior dos casos, é resolvido com um simples procedimento) é o risco de seqüelas e de morte que a cesárea traz, e que a maioria das mulheres desconhece."

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Depois de ter feito uma cesárea não se pode mais ter parto normal
"Muitas pessoas acreditam que a cicatriz feita na cesárea vai se romper caso o próximo filho nasça de parto normal. Isso não passa de uma crença: estando em condições, não há por que uma mulher não optar pelo parto normal."





Bibliografias: www.amigasdoparto.com.br

www.partodoprincipio.com.br

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ocitocina : o hormônio do amor

Desde que comecei atuar como doula tenho ouvido muito falar da ocitocina, mas o que é ocitocina afinal ?


Função da ocitocina
A função da ocitocina é estreitar o vínculo afetivo entre mãe e filho, além disso, é o hormônio que faz com que o útero contraia no final da gravidez para que o bebê nasça.
A ocitocina é chamada de hormônio do amor pois está intimamente ligada à sensação de prazer e de bem estar físico e emocional, e à sensação de segurança e de fidelidade entre o casal.

Ocitocina no homem

No homem, a ocitocina é capaz de deixá-los menos agressivos, mais amáveis, generosos e com comportamentos sociais mais adequados, embora sua atuação seja muitas vezes bloqueada pela ação da testosterona.

Ocitocina no parto

A função da ocitocina no parto é promover as contrações uterinas de forma ritmada até que o bebê nasça. Quando a mulher entra em trabalho de parto naturalmente a ocitocina produzida pelo próprio corpo encarrega-se deste trabalho.
Mas quando o trabalho de parto está muito demorado, ou não ocorre espontâneamente e precisa ser induzido, os médicos podem injetar a ocitocina sintética na corrente sanguínea da mulher para acelerá-lo.

Ocitocina na amamentação

A ocitocina também têm um papel importante na amamentação. Quando a mulher dar de mamar ao bebê olhando e admirando-o a ocitocina é naturalmente liberada e o leite flui com maior facilidade, havendo ainda um estreitamento da relação entre mãe e filho(a).
Contudo, o médico pode receitar o spray de ocitocina para ser utilizado de 2 a 5  minutos antes de cada mamada ou antes da retirada do leite com a bombinha, se a mulher tiver dificuldades em amamentar ou se for mãe adotiva.